II-Semana do Meio Ambiente da UEFS
06 - 10 de junho de 2022
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Acerca do Evento


Pela importância no desenvolvimento das nações, na atualidade as questões ligadas ao Meio Ambiente têm chamado a atenção não só da comunidade científica, mas também dos governos e da população em geral como um todo. Definida desde a década de 70, a semana mundial do meio ambiente visa chamar a atenção para a temática ambiental, estimulando a preservação da natureza. A crise ambiental atinge não apenas os países configurados como primeiro mundo e sim, países com economia emergente e que tenham políticas ambientais em segundo plano, sendo o caso do Brasil, com a atual conjuntura do governo federal, desencadeando uma crise ambiental. A falta de políticas para cuidar o meio ambiente, tem provocado uma aceleração a degradação do ambiente e como consequências, o impacto não é apenas nos sistemas bióticos e abióticos e sim em toda a sociedade, tornando-as vulneráveis a fenômenos naturais e antrópicos. De acordo com a ex-Ministra do Meio Ambiente Marina Silva, em 2007 afirma, "A discussão entre conservação do meio ambiente e desenvolvimento, para mim é um falso dilema. Ainda que na prática tenha que ser superada, não é possível advogar pelo desenvolvimento sem promover a conservação ambiental. As duas questões fazem parte da mesma equação". Pautados nessa frase, e em homenagem a Semana Mundial do Meio Ambiente, nós propomos a realização do Evento, “II-Semana do Meio Ambiente da UEFS 2022”. Neste ano traz como tema "Políticas públicas e as suas consequências no meio ambiente: desenvolvimento sustentável e agenda 2030". O evento é organizado pelo Programa de Pós-Graduação em Modelagem em Ciências da Terra e do Ambiente (PPGM), da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS).
A II-Semana do Meio Ambiente da UEFS, será no Anfiteatro do módulo II do campus da UEFS, e no prédio da PPGM. Temos planejado a realização de várias palestras, oficinas, mesas redondas, e se prevê uma apresentação crítica do caos da destruição ambiental, além de apresentar ações de ativistas e órgãos que propõem alternativas para o devido cuidado do Meio Ambiente. As discussões serão apresentadas a comunidade acadêmica da UEFS, assim como a população em geral que apresente interesse neste importante tema da atualidade brasileira. O evento ocorrerá de forma híbrida, ou seja, algumas das atividades serão realizadas em formato presencial e outras online (através do Canal Oficial do PPGM no Youtube (http://www.youtube.com/ppgmuefs). Vale ressaltar que serão emitidos certificados de participação no evento.




(a) Com uma visão negacionista da ciência, e desde antes da Pandemia pelo COVID-19, o território brasileiro, e o mundo assistiu de forma estarrecedora o total desmonte ambiental pelo atual governo, o qual não tem criado nem mantido políticas para um desenvolvimento econômico sustentável, e em harmonia com a preservação do meio ambiente. Em primeiro lugar pode-se citar a total omissão do Ministério do Meio Ambiente ao deixar parado, desde o início do governo, o Fundo Nacional sobre Mudança do Clima, órgão que é um dos principais instrumentos de financiamento na luta contra o aquecimento global no país.
Nestes últimos anos em prol do avanço desenfreado por lucro, de algumas transnacionais na agricultura brasileira, têm se provocado um aumento do desmatamento das florestas brasileiras, nunca antes vista na história do Brasil.
Por exemplo, o governo usou menos da metade do orçamento para fiscalização ambiental de acordo com Ibama, em comparação com anos anteriores. Toda esta inoperância, falta de políticas e debates que permitam novos modelos de desenvolvimento, pautados sobretudo no equilíbrio econômico, social e ambiental, têm provocado uma explosão das queimadas, do desmatamento e da violência contra os povos indígenas, ou povos originários. Vale destacar, que o incentivo à mineralização das áreas protegidas da Amazônia, e outros estados, têm provocado o aumento das mortes dos indígenas destes povos originários.
Os dados indicam que o desmatamento na Amazônia está há dois anos fora de controle, com alta de 34% em 2019 e de mais 34% em 2020, de acordo com o Inpe. A cada ano as queimadas na Amazônia superam as dos anos passados. O Pantanal vive a pior temporada de queimadas de sua história, sendo que pelo menos 20% do bioma já foi queimado.
Considerando tais questões mencionadas anteriormente, surge a necessidade de discutirmos a questão ambiental, por parte da comunidade acadêmica e em geral pela sociedade como um todo, no semiárido baiano.
 
(b) A PPGM já tem uma experiência anterior na realização deste tipo de evento. No ano passado foi celebrado a I Semana do Meio Ambiente (SMA-PPGM), que trouxe como tema "O Meio Ambiente e as Ciências Ambientais: início de uma história". O evento também foi uma homenagem à Semana Mundial do Meio Ambiente e marcou o início do Doutorado do Programa. Ainda que na modalidade online, por causa da Pandemia, o evento foi um sucesso de público, com a participação total de milhares de pessoas assistindo as diversas atividades.
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Apresentar um espaço para discussões críticas dos problemas e possíveis soluções na temática ambiental (e sua estreita relação socioeconômica), de tal forma que possamos criar uma consciência ambiental, que permita o desenvolvimento humano pautado no equilíbrio econômico, social e ambiental.

(b) Os objetivos específicos do Evento estão pautados na apresentação e discussão de problemas meio ambientais, e suas possíveis soluções, enquadrados nos seguintes eixos temáticos:

1- Abordar as diferentes técnicas de Modelagem e Sistemas Complexos aplicados a sistemas Naturais e ambientais;
2- Discutir os níveis Impactos ambientais e as possíveis mudanças climáticas globais e regionais
3- Associar saúde pública e as questões ambientais
4- Debater sobre a relevância da Geoconservação e Geodiversidade
5- Degradação, recuperação e resistência no Bioma da Caatinga.
6- Educação Ambiental e as Questões Sociais e Econômicas    

As discussões terão como base os eixos temáticos abaixo, almejando a integração e reflexão sobre as questões ambientais em diferentes escalas. A emergência para o debate dos temas propostos é justificada pela conjuntura política de não comprometimento com o ambiente, como também o desafio de trazer as problemáticas ao público da educação ambiental.
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